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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Uma Luz ao Fundo do Túnel

À conversa com Jorge Camelo, assistente da direcção do Hotel Eurosol Camelo, em Seia, várias portas da nossa imaginação foram abertas acerca do nosso tema.

 

Fica aqui convosco a esta maravilhosa experiência...

 

 

Pyong: Sabemos que é uma figura destacada no ramo da hotelaria e restauração, não só no nosso concelho de Seia, mas também no país e até no estrangeiro, por isso o procurámos. Pode adiantar-nos alguma coisa sobre o seu percurso pessoal nesta área, o que irá, certamente, explicar já muito do que pretendemos para o nosso trabalho escolar?
 
Jorge Camelo: Herdei a paixão por uma profissão, porque dela nasci e com ela cresci.
Tratou-se de uma dádiva que recebi e que, por razões óbvias, sinto o dever de dignificar.
Aos seis anos já de talher, na mão, atendia “os meus primeiros clientes”.
Frequentei escolas de especialidade, trabalhei e dirigi hotéis e ao longo de uma experiência profissional vivida dei-me conta que a gastronomia constituía a componente mais forte e capaz de fazer mover todo o resto de uma máquina, que hoje é designada por restauração. E assim, quero por razões afectivas, quer pelo fundamento na interpretação que fiz da minha vida profissional, não foi difícil concluir que deveria geri-la sem descorar este aspecto, antes cuidado de tratamento eficaz de tal peça, por forma a que a máquina funcionasse como perfeito rigor, esse o meu objectivo.
E foi impulsionado pela cozinha e apoiado na gastronomia que consegui criar uma boa imagem de um restaurante, que ao longo dos anos urgi e através do qual consegui granjear os meus melhores amigos.
Concursos ganhos, diplomas e menções atribuídas, contribuíram para determinar a minha vida com um sucesso, pelo qual notei, me bati, mas que sinceramente nunca imaginei poder ser tão gratificante.
E assim, graças a uma profissão que exige muito trabalho, honestidade, empenhamento, saber e espírito de sacrifício, senti o meu próprio reconhecimento GRAÇAS À GASTRONOMIA.
 
 
P: Como entende o panorama no sector da gastronomia na actual situação e conjuntura sócio-económicas e como julga que pode vir a ser a sua evolução, sobretudo, no que se pretende que seja a sua divulgação como principal impacto no turismo desta região.
 
JC: Na actual conjuntura sócio-económica, o panorama do sector tem tendência a “desfigurar-se”, graças a uma evolução que atira a mulher para fora do lar e retira às pessoas que trabalham a tempo necessário para uma refeição digna. Isto aliado às dificuldades económicas latentes contribuiu decididamente para que se deixasse de “comer bem” e se passasse a “comer mal e depressa”, com evidentes prejuízos para a gastronomia.
Por outro lado, e no que concerne à área empresarial, não existia preocupação e permissão de abertura de estabelecimentos apenas a pessoas com formação, o que desencadeou uma onda de muita quantidade e má qualidade com resultados bem evidentes e hoje bem sentidos pela maioria, verdadeiramente apavorada com a possibilidade da visita de identidades fiscalizadoras.
 
 
P: Acha que a formação nesta actividade tem sido suficiente e eficaz?
 
JC: Tem-se notado de facto um certo esforço na área da formação, mas acontece por razões que convém ponderar, os resultados pouco têm de reflectir.
 
 
P: Que tipo de eventos poderiam ser feitos para promover a gastronomia no concelho de Seia?
 
JC: Naturalmente que a realização de eventos poderá conduzir à produção de Gastronomia. Convém, no entanto, ponderar quando deverão realizar-se esses eventos, aonde e através de quem.
 
 
P: Qual o destaque que dá, em especial, aos produtos que se identificam com esta região como, por exemplo, o queijo da serra, o vinho, o mel, os enchidos, o pão, etc.?
 
JC: É inquestionável que o queijo, o vinho, o mel, os enchidos e o pão já não carecem de qualquer tipo de destaque, na medida em que já atingiram um plano de grande relevo e evidência. No entanto, tal facto aumenta a responsabilidade dos produtores no sentido de cuidado que cada vez mais tardam a dedicar à dignificação dos produtos mencionados através de uma constante melhoria de qualidade e não apenas na mira do lucro fácil tal como em outros sectores trata-se de um problema de consciência e brilho profissional.
 
 
P: O que se lhe oferece dizer-nos sobre os pratos típicos do concelho, não esquecendo o seu papel de desempenho e iniciativa, por exemplo, entre outros, nas sobremesas de especialidade?
 
JC: Melhor do que referir pratos do concelho será evidenciar pratos da região, porque deverá ser através desta que esses pratos melhor vão ser divulgados.
Não são muitos, são conhecidos, mas acontece que é normal confundirem-se pratos regionais com pratos tradicionais, ignorando-se os primeiros.
Tal interpretação poderia conduzir à possibilidade de nós próprios estarmos inibidos de contribuir para a orientação de novos pratos regionais. Há assim que preservar, mas também que criar, inovar e evitar tanto quanto possível o vicio da copia permanente que conduz ao ridículo de poder aceitar que o pobre e vulgar doce de natas pitadas com gema de ovo e amêndoas, tenha passado a ser eleito como doce da casa, quando na realidade se trata do doce de quase todas as casas.
 
 
P: Qual a sua opinião acerca do número de restaurantes e respectiva qualidade, no nosso concelho?
 
JC: Já não sou proprietário de qualquer tipo de unidade hoteleira nem de restauração e, assim sendo, sinto-me perfeitamente à vontade para, sem querer ferir qualquer tipo de susceptibilidade, poder afirmar que existem demasiados restaurantes no nosso concelho, e apenas alguns, muito poucos, dignos dessa designação, tornando-se pertinente a aplicabilidade de classificações “que separam o trigo do joiro”.
Está em estudo uma nova legislação e seria conveniente que ela contemplasse tão preocupante problema.
 
 
P: E, antes de terminar, o que pensa sobre a relação entre a Escola de Turismo de Seia e outras escolas, empresas e demais entidades, como o Centro de Emprego e Formação de Seia?
 
JC: Tenho uma certa dificuldade em explicar a relação entre as Escolas de Turismo de Seia e o Centro de Emprego e Formação de Seia, mas sinto que não faz qualquer sentido que num meio tão pequeno existam tantos estabelecimentos de ensino e instituições a leccionar as mesma áreas.
Por outro lado, seria conveniente alterar a legislação por forma a que o objectivo principal a atingir recaísse sobre a qualidade e não existisse apenas a preocupação de quantidade, por maior razão de recursos a funções comunitárias.
Seria no entanto interessante chamar ao debate todos os intervenientes invocados e outros interessados, por forma a esclarecimentos e duvidas, tirarem-se conclusões, na procura do caminho certo.


publicado por Ana, Joana, Márcia, Marisa às 12:49
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"O projecto não é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir, uma ideia a transformar em acto."
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